domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um Universo Fantástico: Entrevista Wilgner M. Santos...


Wilgner Murillo Santos foi 
entrevistado pelo blog Um Universo Fantástico


Bianca: Qual sua opinião sobre o pouco incentivo que é dado a leitura, principalmente a nacional?
Wilgner: É necessário virar a mesa e abrir os olhos para a realidade, o Brasil é um país em que poucos têm acesso a bons livros, e por isso, poucos leem. Mas há uma questão muito mais ampla, que tem raízes culturais, econômicas e políticas, e é antiga na história do Brasil, o fato é que ainda falta no brasileiro a tradição da leitura. Vivemos num país onde a questão da leitura ficou muito relegada, mas, ao mesmo tempo, nunca se falou tanto na questão da leitura como nos últimos anos. Acontece que nem todos que trabalham com o livro no ambiente escolar, ou nas bibliotecas (escolares, comunitárias, municipais, estaduais), são leitores de literatura. E isso precisa mudar, imediatamente, já que, segundo Monteiro Lobato, um país se faz com homens e livros.

Bianca: O Brasil é um país onde é muito difícil de encontrar uma editora e ter destaque na mídia, mas com tudo isso por que escolheu ser escritor?
Wilgner: São poucas as editoras que publicam novos talentos da literatura nacional, visto que o mercado editorial é um bicho-de-sete-cabeças — nem toda a editora vai se arriscar a financiar uma publicação de um autor que não tenha nome no mercado e que vá dar prejuízo a editora com a baixa venda de livros. Ser escritor é uma jornada difícil, principalmente num país onde faltam leitores e falta valorização para com o seu trabalho. E eu vou citar um exemplo de como é ser escritor no Brasil — “A Academia Brasileira de Letras, a casa fundada pelo grande escritor Machado de Assis, outorga com a Medalha Machado de Assis, a medalha de mais alta distinção da inteligência brasileira, Ronaldinho Gaucho. E a outorga se deve aos relevantes serviços prestados a seleção brasileira, mas o que foi que Ronaldinho Gaucho fez realmente pelo Brasil?” Professores, cientistas, escritores, pessoas maravilhosas, trabalham anonimamente, mas mudam os rumos da sociedade, e vão morrer sem nenhum reconhecimento dos seus feitos. São esses tipos de acontecimentos que me tiram a esperança de um Brasil melhor, falta meritocracia neste país. Contudo, escolhi ser escritor, não por opção, simplesmente porque gosto do que faço, ou seja, a literatura é a arte de preencher o vazio do ser humano, daquele que escreve e daquele que ler.     


CONFIRA TODA A ENTREVISTA NESTE LINK
Um Universo Fantástico: Entrevistando Wilgner Murillo Santos












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